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28 de março de 2010

Torcedores... ameaças... e o mesmo barco!

Sou do tempo em que as torcidas sentavam juntas nas arquibancadas. A cada gol de um dos times a metade da torcida levantava e vibrava, espalhada em todos os lugares junto à torcida adversária.
Alguns encamisados vibravam e aceitavam naturalmente a vibração nos gols dos adversários.
Ao final da partida caminhavam juntos, comentavam lances positivos ou não para seus times e seguiam suas vidas.
Uns poucos cobravam os dirigentes com maior ênfase, mas sem violência. E todos aguardavam os próximos confrontos.

Os dirigentes começaram a olhar mais alto. Um se tornou político e abriu os olhos e as portas para muitos que se tornaram políticos.
Apareceram com mais força as torcidas organizadas. Certamente com boas intenções, mas passaram a exagerar na cobrança aos dirigentes e aos novos membros, até que se estabeleceu a violência (em todas as torcidas) como prática fundamental da manifestação do seu amor pelo time.
As relações entre torcidas e dirigentes se estreitam.
Alguns presidentes de alguns times, inclusive, fizeram parte de torcida organizada.

O presidente do Palmeiras, em festa de torcida e empolgado com o ambiente (certamente por brincadeira), pega o microfone e estimula a violência contra torcida rival.
Depois, exasperado com erros de juízes, não tem limites para ofender e estimular violência contra o árbitro.

Alguns dias novas brigas, morte de torcedor, ferimentos em outros (famílias que vão carregar tristeza permanente), jogadores acuados por torcedores, ameaças de violência...
E aparecem ameaças de morte ao presidente do clube, provavelmente pelas oscilações e dificuldades que encontra para obter os resultados que deseja o torcedor.

Palmeirenses, corinthianos, saopaulinos, santistas...
Nos dias seguintes aos jogos encontramos os nossos amigos e colegas de trabalho da mesma forma, sejam eles torcedores de qualquer time.
Talvez você conheça um ou outro que não te agrade, mas no seu círculo familiar e no seu círculo profissional e social existem muitos bons amigos que são "torcedores rivais".
Somos todos seres humanos!
É só... futebol!

Torcedores de todos os times...
Não esqueçam das interessantes e verdadeiras palavras de Nélida Piñon.

Servem para todos nós em todas as profissões e para todas as torcidas:

"Estamos todos em um mesmo barco, em mar tempestuoso, e devemos uns aos outros uma imensa lealdade"

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